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O ano de 2001
começou sob a indicação de São Caetano do Sul, pela Unicef, como a
terceira melhor cidade do Brasil e a segunda melhor do Estado em
atendimento à infância, classificação obtida especialmente pelo
destacado papel da área de educação.
No início do ano,
todas as Escolas Municipais de Educação Infantil (EMEI) e as Escolas
Municipais Integradas (EMI) foram abertas aos pais dos alunos,
através do programa Apresentando a Escola. O objetivo foi de
aproximar pais e comunidade da realidade da escola. A Diretoria de
Educação e Cultura ainda atuou na capacitação dos integrantes das
Associações de Pais e Mestres (APMs), eleitos para atuar em 39
escolas da rede municipal de ensino.
Com metodologia
adequada às diversas faixas etárias, as escolas da rede de ensino
infantil desenvolveram, durante 2001, inúmeras atividades didáticas
e projetos alternativos, como o Brincando na Escola, que objetiva
proporcionar atividades diferenciadas na rotina das crianças, e o
Projeto Musicalização, para despertar o prazer de ouvir, fazer
música e desenvolver o potencial criativo dos alunos.
O extenso calendário
de atividades incluiu comemorações referentes a datas (Dia do Índio,
do Folclore, da Árvore, etc), eventos ligados à cultura (teatro,
música, excursões ao Museu de Arte de São Paulo, etc), à recreação e
lazer (passeios ao zoológico, atividades esportivas, etc), entre
outras. As EMEIs formaram, em 2001, 1.196 alunos da fase III. A
pré-escola atendeu a 6.200 alunos.
A produção das
educadoras – professores e auxiliares de Primeira Infância – também
mereceu avaliações em minicongressos, em que foram compartilhados os
projetos vivenciados em salas de aula, nas diversas áreas do
conhecimento, tais como artes visuais, natureza e sociedade,
matemática, movimento, linguagem oral e escrita.
O Centro
Interescolar Municipal (CIM) Alcina Dantas Feijão adotou o programa
Escola de Pais do Alcina, para melhorar o diálogo entre pais e
filhos. Durante 2001, o Alcina realizou ações diferenciadas, como o
Projeto Interdisciplinar com o tema Organizações Não-Governamentais
(ONG), para situar os alunos sobre o papel dessas entidades. O CIM
ainda realizou eventos como a Semana da Água e o Festival de
Publicidade.
A Escola Municipal
de Ensino Fundamental (EMEF) Ângelo Raphael Pellegrino seguiu com
seus programas alternativos. Através do projeto Jovem Mostra a Tua
Cara os alunos envolveram-se nas campanhas de combate a dengue,
programas de reciclagem, em palestras sobre temas como drogas, para
pais e filhos, etc. Ainda realizaram atividades como Oficina de
Artes, Mostra Cultural, Festival de Música, Meu Primeiro Livro, etc.
A Escola de Educação
Básica (EEB) da Fundação Anne Sullivan, que atende crianças com
surdez, surdocegueira, paralisia cerebral e autismo infantil,
iniciou o treinamento de educadores da rede de ensino para atuar no
Programa de Inclusão, um dos projetos de destaque dentre as
atividades de 2001. Uma avaliação criteriosa determinou as crianças
que poderão frequentar a rede regular de ensino em 2002.
O Projeto de
Alfabetização de Jovens e Adultos (Proalfa), que atendeu 1.333
alunos em três anos, continuou atuante em 2001, formando 293 alunos
– o objetivo da Administração é reduzir a zero a taxa de 1% de
analfabetismo. Outro mecanismo que seguiu na alfabetização de
adultos foi o Centro de Orientação Profissional Elvira Paolilo
Braido (COPI), que oferece, regularmente, cursos supletivos. Em
2001, os alunos receberam material didático gratuito. A Escola da
Vida também seguiu com seus cursos profissionalizantes de
qualificação e requalificação profissional (garçon, confeiteiro,
cozinha e culinária, etc).
Todas as escolas da
rede de educação alternativa (informática, línguas, ecologia,
bailado) seguiram com suas atividades em 2001, com destaque para as
Semanas da Água e do Meio Ambiente, promovidas pela Escola de
Ecologia; e o ciclo de debates sobre a Língua Portuguesa A Língua
Nossa de Cada Dia, organizado pela Escola Municipal de Línguas Paulo
Sérgio Fiorotti.
A ótima
infra-estrutura do ensino fez São Caetano ser definido como o
município que tem uma "educação de primeiro mundo", pelo ministro da
Educação, Paulo Renato Souza, que visitou a cidade em 2001. |